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Eu Vi o Mundo #8 – Jurema Werneck

Da favela ao comando da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck saiu da pobreza pelos estudos. É médica, engenheira de produção e comunicóloga. Mas na sua trajetória, outra vocação falou mais alto: a defesa dos direitos humanos.

Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões, da Eu Vi o Mundo
#DIREITOS HUMANOS17 de mar. de 231 min de leitura
Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões, da Eu Vi o Mundo17 de mar. de 231 min de leitura

Mulher negra e pobre da favela – criada no Morro dos Cabritos, em Copacabana, onde passou fome – Werneck saiu da pobreza pelos estudos: se formou em Medicina, depois fez mestrado em Engenharia de Produção, um doutorado em Comunicação e Cultura.

Mas na medida em que avançava e se conscientizava de sua própria condição, algo falou mais alto: a defesa implacável dos direitos humanos, sobretudo, das mulheres negras. Foi isso que a motivou a fundar Criola – uma organização dedicada às mulheres negras.

"Na verdade, eu descobri o mundo de duas formas: da tragédia, da coisa ruim, da injustiça, e da violência. Eu era uma criança de uma família negra, de favela, que foi aprendendo a injustiça do mundo à medida que ia vivendo. Mas também descobri o mundo através de uma família com uma linguagem crítica apurada e sofisticada. Me ensinaram que existia racismo e injustiça desde cedo", conta.

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