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Sérgio Utsch: "A tendência é a guerra da Ucrânia escalar ainda mais"

Presente na Ucrânia quando a Rússia lançou a ofensiva, Utsch voltou ao país um ano depois. Segundo ele, a Ucrânia planeja atacar pontos estratégicos militares na Rússia

Deborah Berlinck, para Headline Ideias
#INTERNACIONAL 5 de abr. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, para Headline Ideias5 de abr. de 233 min de leitura

Sérgio Utsch já esteve em 76 países como jornalista. Mas no currículo de correspondente na Europa da SBT, o jornalista e cineasta mineiro tem um trunfo: foi um dos raros a testemunhar em Kiev os primeiros dias da guerra lançada pelos russos na madrugada de 23 para 24 de fevereiro de 2022. Ele se refugiou na embaixada do Brasil em Kiev.

Um ano depois do início do conflito, Utsch voltou à capital ucraniana. Em conversas com ativistas do país ligados ao governo de Volodymyr Zelensky, o jornalista saiu convencido de que a guerra está longe de um fim. "Já há muito claramente esse discurso de convencimento por parte dos ucranianos de que armas têm que ser cedidas para acertar alvos em território russo. Eu acho que esse vai ser esse é um capítulo que a gente pode começar a ler daqui para frente."

Sérgio Utsch é o convidado desta quarta-feira, 5 de abril, do programa de entrevista Eu Vi o Mundo,  comandando pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV- EAESP). O programa é apresentado com exclusividade por Headline.

Morando em Londres há 12 anos , Utsch – um torcedor fanático do Atlético Mineiro – é autor do documentário O menino que fez um museu (The Boy who Made a Museum), gravado no Nordeste. A obra foi premiada pela Foreign Press Association, a associação de correspondentes estrangeiros em Londres. Em uma hora de entrevista, ele fala sobre as raízes mineiras, jornalismo e conta as experiências mais marcantes das reportagens que fez pelo mundo, em países como Afeganistão, Paquistão e Haiti.

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois, os cientistas políticos entrevistaram o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak, a embaixadora Irene Vida Gala, presidente da recém-fundada Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras, o jornalista esportivo Juca Kfouri, o escritor e cineasta João Paulo Cuenca, a jornalista Patrícia Campos Mello, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck e professor de direito constitucional da USP, Conrado Hübner Mendes, o ex-governador do Distrito Federal e ex-senador Cristovam Buarque, e a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz


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