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Patrícia Campos Mello: "Eu nunca teria segurança em nenhum outro lugar"

Alvo de uma violenta campanha de difamação e intimidação, a jornalista fala ao programa Eu Vi o Mundo sobre como as redes sociais estão sendo manipuladas por líderes populistas

Deborah Berlinck, para Headline Ideias
#POLÍTICA22 de fev. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, para Headline Ideias22 de fev. de 233 min de leitura

A jornalista Patrícia Campos Mello viajou o mundo e enfrentou no exercício da profissão várias situações perigosas – cobriu guerras, esteve no Afeganistão, na Síria e na Líbia. Mas só teve um país onde ela precisou contratar segurança: o Brasil.

"Eram pessoas que distribuíam a minha agenda de compromissos públicos em grupos bolsonaristas, falando para as pessoas irem me confrontar. Ou que sabiam da idade do meu filho e que ficavam mandando ameaças", conta.

O motivo da ira bolsonarista? Campos Mello foi a jornalista que denunciou, dias antes do segundo turno das eleições de 2018, o financiamento de disparos em massa no WhatsApp e disseminação de notícias falsas, na maior parte em benefício de Jair Bolsonaro.

Por conta disso, ela virou alvo de uma violenta campanha de difamação e intimidação. Sua experiência no Brasil, combinada com o que observou em eleições em outros países, resultou no livro "A máquina do ódio", que descreve como redes sociais vêm sendo manipuladas por líderes populistas.

Campos Mello é a convidada, nesta quarta-feira, 22, de mais um episódio do programa de entrevistas Eu Vi o Mundo, comandado pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV- EAESP). O programa é apresentado com exclusividade por Headline.

Na entrevista de uma hora aos cientistas políticos, a jornalista relata sua experiência em coberturas jornalísticas pelo mundo e diz que há vantagens em ser mulher na cobertura de conflitos. Campos Mello também faz uma defesa apaixonada da profissão, mas com um olhar crítico. Ela diz que apesar de o jornalismo profissional ter sido revalorizado depois da pandemia do coronavírus, a imprensa "está numa situação muito difícil" e precisa reconhecer suas falhas.

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak, a embaixadora Irene Vida Gala, presidente da recém-fundada Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras, o jornalista esportivo Juca Kfouri e o escritor e cineasta João Paulo Cuenca.

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