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Lilia Schwarcz: "Brasil é tremendamente violento e nada pacífico"

A historiadora e antropóloga rejeita a ideia de que o Brasil é um país pacífico porque não se envolve em conflitos internacionais desde o século 19. "Pacífico, para quem?"

Deborah Berlinck, para Headline Ideias
#POLÍTICA29 de mar. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, para Headline Ideias29 de mar. de 233 min de leitura

Antropóloga e historiadora, Lilia Schwarcz reage imediatamente quando alguém sugere que o Brasil é um país pacífico porque não está envolvido numa guerra internacional desde o século 19. "Pacífico, para quem? A gente pode falar de que um país é pacífico porque não teve guerras, não se meteu em guerras internacionais? Eu acho que não. Nunca fomos pacíficos." 

Lilia Schwarcz é a convidada desta quarta-feira, 29, do programa de entrevistas Eu Vi o Mundo, comandado pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes e Guilherme  comandando pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV- EAESP). O programa é apresentado com exclusividade por Headline.

Em uma hora de entrevista, ela fala sobre suas origens – a família judaica fugiu do fascismo no norte da Itália antes das Segunda Guerra – e também do ressurgimento do populismo de extrema direita no mundo. Para ela, o Brasil tem todos os ingredientes para cair na armadilha populista. "Eu não pretendo fazer um determinismo histórico, mas acho que a História nos ajuda a entender o que acontece em países muito desiguais, com déficits educacionais, muito patrimonialismo e paternalismo. Isso é um celeiro para o surgimento de governos populistas", afirma.

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois, os cientistas políticos entrevistaram o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak, a embaixadora Irene Vida Gala, presidente da recém-fundada Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras, o jornalista esportivo Juca Kfouri, o escritor e cineasta João Paulo Cuenca, a jornalista Patrícia Campos Mello, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck e professor de direito constitucional da USP, Conrado Hübner Mendes, o ex-governador do Distrito Federal e ex-senador Cristovam Buarque.

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