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Juca Kfouri: "Futebol brasileiro precisa de banho de capitalismo"

Um dos mais respeitados jornalistas esportivos do país diz que o Brasil está vendendo seus jogadores como se fossem "commodities"

Deborah Berlinck, da Headline Ideias
#ESPORTE8 de fev. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, da Headline Ideias8 de fev. de 233 min de leitura

Headline divulga com exclusividade nesta quarta-feira, 8, mais um episódio do programa de entrevistas Eu Vi o Mundo, comandado pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV- EAESP). Desta vez, o convidado é um dos mais respeitados jornalistas esportivos – o paulista Juca Kfouri.

Kfouri demole o modelo associativo em vigor hoje na maioria dos clubes de futebol no Brasil . Foi isso que transformou o país, segundo ele, num mero fornecedor de "pé de obra", em que jogadores são vendidos como "commodities".

Política também entrou na conversa. Kfouri fala do convite que o PT fez para que ele se candidatasse à prefeitura de São Paulo. O jornalista relembra a história da chamada "democracia corinthiana" – o movimento social iniciado por jogadores como Sócrates e Casagrande, durante a ditadura. E dispara: "O discurso de que futebol e política não se misturam é o discurso do João Havelange (o finado ex-dirigente da Fifa), que andava de braços dados com ditadores da África, da América do Sul".

Formado em Ciências Sociais pela USP, amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Kfouri expõe abertamente da sua visão de mundo. Ele conta como foi criticado quando segurou um cartaz em defesa da Palestina. Revela também episódios da infância, como uma discussão com seus avós, em São Paulo, em plena Guerra dos Seis Dias, em 1967 , quando Israel derrotou os exércitos de três países árabes – Síria, Egito e Jordânia. "Os árabes não têm a menor chance de ganhar guerra nenhuma, porque não vão se unir nunca", disse o avô libanês.

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak e a embaixadora Irene Vida Gala, presidente da recém-fundada Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras.

Assista ao Curta Headline:

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