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Irene Vida Gala: "O Brasil precisa reativar suas embaixadas na África"

Uma das raras mulheres a chegar ao topo na diplomacia defende que o Brasil busque uma maior parceria com África e alerta para o papel estratégico que o continente está ganhando no mundo

Deborah Berlinck, para Headline Ideias
#MUNDO1 de fev. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, para Headline Ideias1 de fev. de 233 min de leitura

O programa Eu Vi o Mundo – divulgado nesta quarta-feira, 1º, com exclusividade na Headline – entrevistou uma das raras mulheres a chegaram ao topo da carreira diplomática no Brasil: a embaixadora Irene Vida Gala. E não é apenas isso que a distingue: ela é uma das maiores especialistas em África no Itamaraty.

Numa conversa de uma hora com os cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV-EAESP) – idealizadores do programa –, Vida Gala fala das mudanças na formação dos diplomatas, das poucas mulheres hoje no Itamaraty, da África e de sua visão de mundo.

Para a embaixadora, a África ganhou importância global e seria um erro o Brasil tratar os países do continente como objetos. Ela lembra que o Brasil é o único país no mundo com mais de 50% de afrodescendentes e sustenta que uma parceria mais estreita com os africanos é necessária porque toca em vários campos de interesse do Brasil – do comercial ao ambiental.  

"A gente tem que entender muito melhor, como instituições brasileiras –  e eu falo Itamaraty e outros agentes dentro do Brasil – o que é a África hoje", diz Vida Gala. "A África ganhou um papel que não é singular: é estruturante da nossa relação com o conjunto do Sul e da proposta de diálogo com o Norte", acrescenta.

Como escreveu Guilherme Casarões, se tem alguém que entende de política externa para a África, é ela. "Irene Vida Gala serviu em Guiné-Bissau, Zâmbia, Angola, África do Sul e Gana. Hoje, pensa a diplomacia a partir de SP e preside a Associação Brasileira de Mulheres Diplomatas (ABMD)."

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak.

Assista ao teaser:

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