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Cristovam Buarque: "Para a Amazônia ser nossa, temos que cuidar dela"

O ex-senador e ex-ministro Cristovam Buarque causou controvérsia quando declarou, há 23 anos, que "a Amazônia é nossa, e só nossa". Hoje ele mudou de ideia e explica porquê

Deborah Berlinck, para Headline Ideias
#POLÍTICA22 de mar. de 233 min de leitura
Deborah Berlinck, para Headline Ideias22 de mar. de 233 min de leitura

Em 2000, o ex-senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque dava uma palestra em Nova Iorque quando um jovem perguntou o que ele achava da internacionalização da Amazônia. Ele conta que se levantou pronto para dizer "sou contra! ". Mas, instigado pelo jovem, que cobrou uma resposta "humanista", o ex-senador saiu-se com essa: enquanto florestas no mundo , centrais nucleares e outros bens não forem internacionalizados, "a Amazônia é nossa, e só nossa".

A frase soou como música no ouvido dos militares que, historicamente, se queixam de "ingerências" na Amazônia. Mas não agradou o seu amigo Sebastião Salgado – um dos grandes fotógrafos da atualidade e defensor ferrenho da preservação da floresta.

Hoje Cristovam Buarque diz que "Sebastião Salgado tem razão". Ele explica porque mudou de ideia – e muito mais – na entrevista desta quarta-feira, 22, no programa Eu Vi o Mundo, comandando pelos cientistas políticos Dawisson Belém Lopes (UFMG) e Guilherme Casarões (FGV- EAESP). O programa é apresentado com exclusividade por Headline.

Engenheiro mecânico, economista e professor, Cristovam Buarque, 79 anos, exerceu várias funções na administração pública. Foi reitor da Universidade de Brasília (1985-89), governador do Distrito Federal (1995-98) e ministro da Educação no primeiro mandato de Lula (2003-2004). Também passou por vários partidos. Foi do PT, passou para o PDT e agora é do Cidadania. Na entrevista de uma hora, ele fala sobre sua trajetória e defende várias ideias. Por exemplo: a ideia de "despobretizar" o Brasil. "Despobre", segundo ele, é uma palavra para ilustrar que, entre o rico e o pobre , existe um caminho intermediário para que milhões de brasileiros conquistem e vivam com o essencial.

Ouça em versão podcast:

Um olhar brasileiro

Eu Vi o Mundo é um programa de entrevistas. Em conversas com personalidades do meio político, cultural, científico e esportivo, Dawisson Belém Lopes e Guilherme Casarões mergulham no universo das mais variadas personalidades, buscando "discutir, iluminar e compreender grandes questões internacionais a partir do olhar brasileiro".

O título do programa foi inspirado na obra do pintor modernista pernambucano Cícero Dias. A série de entrevistas se beneficia da experiência acadêmica dos seus idealizadores, que se dedicam há duas décadas ao ensino acadêmico e à pesquisa sobre temas de relações internacionais e política externa brasileira. Exibido em Headline, a série de 15 episódios tem divulgação em mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Esta é a segunda temporada do programa, que passou a ser publicado em janeiro por Headline Ideias. A estreia foi com Luis Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois, os cientistas políticos entrevistaram o filósofo e líder indigenista Ailton Krenak, a embaixadora Irene Vida Gala, presidente da recém-fundada Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras, o jornalista esportivo Juca Kfouri, o escritor e cineasta João Paulo Cuenca, a jornalista Patrícia Campos Mello, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck e o professor de direito constitucional da USP, Conrado Hübner Mendes.

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